15 frases que explicam por que Pato foi de reforço de luxo a grande vilão

Almeida Rocha/Folhapress

Sem o apoio do clube, com pouco espaço na equipe e xingado pela torcida, Alexandre Pato vive seu pior momento no Corinthians. E com o fim da janela de transferências, ele ainda deve ficar no clube por algum tempo. A trajetória do atacante mais caro da história do Corinthians, porém, começou muito distante da má fase que ele enfrenta agora.

Confira, abaixo, 15 frases que explicam o declínio de Alexandre Pato no Corinthians:

1. A conquista da torcida
“Tenho simpatia pelo Corinthians há muito tempo. Entrei no meio da torcida e senti aquele calor. Dali tudo começou. Sempre pensei no Milan, mas quando teve a chance de ir pro Corinthians eu falei que aquela seria a hora. Estou 100% feliz”, Pato, em janeiro de 2013.

Alexandre Pato nunca foi a “cara do Corinthians”, mas chegou tentando. Em sua apresentação, falou em “bando de loucos”, “é nóis [sic], mano” e contou o que sentiu quando viu o clube ser campeão da Libertadores no estádio. A ideia de “quebrar o gelo” logo na chegada até surtiu certo efeito. Por alguns meses, Pato foi uma espécie de xodó do público, ao menos enquanto correspondeu em campo. 

2. Presidente impressionado
Eu estou muito entusiasmado com o profissional e a pessoa Alexandre Pato. Tinha que ser um jovem, não poderíamos investir tanto num jogar em final de carreira. Ele pode jogar tudo que sabe, explodir e dar retorno dentro de campo e também retorno financeiro”, Mário Gobbi, em janeiro de 2013.

Primeira grande estrela trazida na gestão do atual presidente, Alexandre Pato representava um passo adiante no planejamento corintiano, depois da posta a custo zero em Ronaldo e Adriano. Jovem, com potencial, o ex-atacante do Milan custou caro, mas poderia ser a cereja do bolo de um time que havia acabado de conquistar o mundo, o que explica a empolgação de Mário Gobbi em sua chegada. 

3. Admiração do elenco
“Vi um pouco do treino de finalização dele. É impressionante a forma que ele finaliza. É um jogador muito rápido. Ainda está sentindo um pouco de tempo de bola, mas vai nos ajudar bastante”, Paulinho, em janeiro de 2013. 

O elogio rasgado de Paulinho, melhor jogador do time, em janeiro de 2013, reflete um pouco do impacto inicial de Pato no clube. A sensação de que tratava-se de um fora de série se espalhou entre jogadores e dirigentes, e a expectativa era de que se ele superasse as lesões que o marcaram no Milan poderia brilhar no Corinthians.

4. Bad boy
Para vocês que nos chamaram de assassinos! Somos apenas jogadores tentando levar alegria para vocês. #vaicorinthians”, Pato, em abril de 2013.

Depois de fazer um gol decisivo no clássico contra o São Paulo, o atacante fez o gesto de silêncio à torcida rival (foto) e desabafou em seu Instagram. Semanas depois, provocou Rogério Ceni após bater o último pênalti na semifinal do Paulista. A postura não conquistou a torcida, mas poderia ser mais um indício de que o atacante estava em um bom caminho. 

5. Reclamão
“Pois é, eu vim aqui para jogar, respeito as decisões do professor, mas vim para jogar. Estou aqui para jogar e poderia ter jogado mais“, Pato, em maio de 2013. 

A eliminação na Libertadores para o Boca, com direito a um gol incrível perdido pelo atacante, inaugurou o lado “reclamão” de Pato. Dali em diante, ele usaria os microfones à beira do campo para “lembrar” Tite e a diretoria que gostaria de ser utilizado mais vezes. A postura segue até hoje. No último sábado, Mano foi alvo pela primeira vez na derrota para o São Bernardo. 

6. Paciência da direção
“Estamos muito felizes com o Alexandre. Todas as expectativas estão sendo cumpridas. Todo mundo sabe que ele veio com problemas de Lesão no Milan. Hoje ele atingiu uma sequência de jogos que não fazia há duas temporadas”, Edu Gaspar, em junho de 2013. 

Um dia depois dessa declaração do gerente de futebol do Corinthians, Pato completou dez jogos sem marcar, tendo perdido gols fáceis nessa sequência. O discurso de Edu, no entanto, representava bem a postura da direção na metade do ano, quando ainda havia a expectativa de que o camisa 7 fosse engrenar até o fim da temporada. 

  • RODRIGO COCA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

7. Mão no rosto
A comemoração é uma coisa boba, vocês vão ficar sabendo. Vocês vão descobrir ainda e logo logo quero fazê-la de novo”, Pato, em julho de 2013. 

De fato, era. Meses depois da primeira aparição, o zagueiro Felipe explicou que tratava-se da pata de um pato. Até que o segredo fosse revelado, porém, a comemoração estranha fez barulho e desviou a atenção do mau momento da equipe. Foi uma prova do alcance do jogador, muito popular nas redes sociais, mas não combinou muito com o mau momento do Corinthians no Campeonato Brasileiro. 

8. Fim da lua-de-mel
Direito deles. Eu estou aqui para ajudar o Corinthians e infelizmente hoje não deu e agora temos jogo na quarta, vamos tentar melhorar. Hoje [domingo] não conseguimos concluir, infelizmente jogaram muito bem na defesa”, Pato, em julho de 2013. 

Em julho, Pato recebia sua primeira vaia como jogador do Corinthians. Contra o Atlético-MG, no Pacaembu, ele pouco fez e viu sua equipe perder. Foi a primeira estremecida de muitas outras que estariam por vir. Já aquela altura, chamava a atenção da torcida a postura passiva do atacante, que participava pouco da marcação e não tinha a raça que costuma conquistar a torcida alvinegra. 

9. Festa fora de hora
“Todos somos figuras públicas e todos trazemos conosco a responsabilidade do clube e da nossa atividade. Vou falar de mim. Depois do Botafogo recebi uma pergunta sobre por que eu demorei no vestiário. Eu ficaria preocupado se fosse logo [para a entrevista]. Se fosse torcedor, eu gostaria de ver que o cara está sentido. Não acredito em estar envolvido só profissionalmente”, Tite, em setembro de 2013. 

Depois de uma dura derrota em casa, para o Goiás, Alexandre Pato foi ao show da cantora Beyoncé, no Morumbi, acompanhado da nova namorada. O atacante estava de folga, mas a crise do Corinthians, que não vencia há quatro jogos e estava em uma escassez de gols, caiu mal na torcida. 

  • Vinícius Costa/ Agência Preview

10. O principal erro
“Não [fui displicente]. Treinei assim e bati assim. Queria bater assim. Infelizmente ele ficou no meio do gol”, Pato, em outubro de 2013.. 

Depois de desperdiçar a vaga na semifinal da Copa do Brasil com uma “cavadinha” malsucedida, Pato deu uma justificativa ruim, já que treinava mais forte, como o próprio goleiro Walter “denunciou”. Um dia depois, em um comunicado, disse que estava “p…”. A sequência de fatos ampliou a ideia de que um jogador desligado, sem conexão com o clube e a torcida. 

11. Duro, mas nem tanto
“O Alexandre foi mal no pênalti, bateu mal. Teve quem batesse bem e também não fez. Pelo potencial que o Pato tem, podia ter jogado muito mais. Se cobra mais de quem tem mais para dar. E ele tem mais para dar, porque ele tem o dom de jogar futebol. É um dom muito grande que Deus deu pra ele e ele não conseguiu aqui no Corinthians”, Mário Gobbi, em outubro de 2013. 

Ainda no vestiário do Olímpico, o presidente condenou a batida de Pato contra o Grêmio, pela Copa do Brasil. Na mesma fala, porém, ele ressalta a qualidade do atacante e reforça a confiança na recuperação, atitude que mudaria com a chegada de 2014 e a nova postura da diretoria. 

12. Reação desmedida
“Os números contam. Toda vez que fui titular eu fiz gol. Só deixo que os números falem. Um dia me vaiam, agora me aplaudiram“, Pato, em novembro de 2013.

Outra vez, a declaração na beira do gramado jogou contra o atacante. Depois de marcar de pênalti contra o Fluminense, pelo Brasileiro, Pato comemorou como se tivesse se redimido da “cavadinha”. De novo, passou a impressão de desconexão com a realidade corintiana. 

13. A bronca de Tite
“[Pelo] período que ele ficou fora do Brasil, ele está em adaptação. Foram seis anos fora, de um garoto que saiu do país com 16, 17 anos. E é uma adaptação também ao jeito de ser do Corinthians. Aqui não precisa só marcar e jogar bem, precisa ter espírito guerreiro, vontade, tem de ‘arrastar a bunda no chão’. E ele também está se adaptando neste sentido”, Tite, em dezembro de 2013. 

A entrevista do técnico ao programa Arena Sportv foi a “estreia” do argumento que ele passaria a usar até o fim com Pato. Era o “toque” de Tite para que o camisa 7 se adaptasse ao estilo Corinthians, mas sempre com a polidez que caracterizava o treinador, adepto do estilo “paizão” no trato com o elenco.

  • Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

14. Resposta atravessada
“Concordo que jogador não joga sozinho. Mas a bola em determinado chegou e ele não teve sequência. É preciso jogar melhor, trabalhar melhor, ser mais consistente para o nível de exigência da torcida“, Mano Menezes, em janeiro de 2014. 

No primeiro jogo como titular em 2014, contra o São Bernardo, Pato reclamou do posicionamento e do fato de não ter sido acionado. Mano não alisou. Na entrevista coletiva após o jogo, expôs a parcela de culpa do atacante e mandou um recado de que as coisas tinham mudado. Na sequência, Paulo André e o diretor Ronaldo Ximenes também “puxaram a orelha” do jogador, em um sinal de que a vida será mais dura neste ano. 

15. Culpado de tudo
“Cabe ao atleta se dedicar cada dia mais, entender o que é vestir a camisa do Corinthians e tentar reverter a imagem que todos estão colocando dele”, Edu Gaspar, em janeiro de 2014.

A pá de cal nessa escalada foi a entrevista do gerente de futebol do clube. Um dia após a goleada por 5 a 1 para o Santos, Edu cobrou novamente Alexandre Pato, que saiu de um jogo do qual nem participou como um dos principais vilões, xingado pela torcida e cobrado internamente.

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