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Diretor revela a saga para tirar novo “Mad Max” do “necrotério”

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Trinta anos depois dos acontecimentos mostrados na primeira trilogia “Mad Max” (1979, 1981 e 1985), a Terra continua devastada, e os humanos brutalizados, no novo capítulo da saga, “Estrada da Fúria”. O protagonista Max Rockatansky segue adaptado à realidade da perda brutal de sua família com uma resignação que é quase apatia. O bem mais precioso, no entanto, não é mais gasolina, mas água –e escravos.

“A ideia me ocorreu em 1998, quando eu estava em Los Angeles atravessando uma dessas avenidas enormes que tem aqui”, diz George Miller, diretor e roteirista dos quatro longas. “Na progressão natural da narrativa de ‘Mad Max’, a violência entre os sobreviventes não diminuiria, pelo contrário. E os próprios sobreviventes, os seres humanos, seriam os bens mais disputados.”

De volta à Austrália, sua terra natal, Miller escreveu um primeiro argumento desenvolvendo esse esboço de história. “Eu tinha muito material de onde tirar ideias”, ele explica. “Enquanto eu estava fazendo os primeiros ‘Mad Max’, estava sempre escrevendo e anotando ideias de histórias de pano de fundo, causas e consequências, narrativas paralelas, novos personagens possíveis. Mal sabia eu que ainda teria tempo para escrever muito mais…”

Verdade. Em 1999, um roteiro estava pronto, escrito a seis mãos por Miller, o artista gráfico (e fã de ‘Mad Max’) Brendan McCarthy e o ator e roteirista australiano Nico Lathouris (que fez uma ponta como um mecânico no primeiro ‘Mad Max’). Com o financiamento dos mesmos investidores da trilogia e a participação confirmada de Mel Gibson, as filmagens foram marcadas para setembro de 2001 –e nunca começaram. Os acontecimentos de 11 de setembro daquele ano e a profunda crise financeira que se seguiu foram o primeiro obstáculo. ”

Muitos anos atrás, eu tive a oportunidade de fazer um filme que reverenciava tudo o que eu mais amava no cinema: a possibilidade da ação pura dos westerns , filmes mudos, filmes de aventura. Tínhamos poucos recursos e muita inventividade e conseguimos tocar os corações de muita gente pelo mundo afora. Agora, finalmente, eu posso voltar a esse mundo e fazer uma ópera rock. 

George Miller, diretor

Fonte: Uol Cinemas

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