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‘Festa do Peão de Barretos é onde todos querem estar’

“Barretos é onde todos querem estar. Juiz, locutor, tropeiro, qualquer profissional relacionado a rodeio quer trabalhar na Festa do Peão de Barretos”. A declaração é do juiz oficial de montaria em touro do evento, Rubinho Gouveia, 42 anos.

O profissional, que atua na área há cinco anos, julgará pela quarta vez a modalidade em arena barretense. Para ele, exercer a função em Barretos é um misto de emoção e pressão. “Não tem como não se emocionar, uma vez que Barretos possui o maior rodeio do mundo. Quanto à pressão, é natural. Todos os olhares estão voltados para nós. Porém, se fizermos um trabalho com honestidade e amor no coração, tudo dá certo e não há com o que se preocupar.”

A montaria em touro é considerada a modalidade mais radical do rodeio mundial. O perigo, segundo Rubinho, começa na disparidade entre os pesos do touro que, em média, é de até uma tonelada, e do competidor, que varia entre 70kg e 80kg.

E o desafio não consiste “apenas” em parar os oito segundos em cima do animal. Quando o competidor consegue atingir o tempo exigido, ele passa pela primeira etapa. A segunda, de acordo com o juiz, é sair do touro sem ser machucado.

A nota, de 0 a 100 pontos, é responsabilidade de dois juízes. Cada um profere uma avaliação de 0 a 50 pontos. Desempenhos do peão e do touro estão em jogo. Cada um recebe uma nota para chegar à pontuação final. “Observamos essa luta entre homem e animal, e outros inúmeros critérios, como a arena, que tem de estar com uma quantidade adequada de areia; a espora, que não pode ferir o animal; o chifre do touro, entre outros detalhes da prova.” Não é permitido, por exemplo, o uso de quaisquer equipamentos que venham provocar maus tratos/lesões aos animais.

Devido a tantos pontos de observação para que seja decretado o campeão da modalidade, o primeiro critério antecede a prova: trata-se da escalação do juiz. “Como todas as outras, a montaria em touros é uma prova importante. Idoneidade, conhecimento e respeito pela função são essenciais para julgar a competição”, afirma o diretor de Rodeio, Marcos Abud.

Rubinho julga, em média, 30 rodeios por ano. No final de julho, por exemplo, atuou em uma das etapas da Liga Nacional de Rodeio, realizada em Rio Branco (AC). “Antes de aceitar participar de um rodeio, não avalio quantidade, mas qualidade. É necessário ter boas condições de trabalho para que a atuação dentro da arena não seja falha. E em Barretos, os organizadores dão todo o respaldo.”

Fonte : http://osindependentes.com.br

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